O escritor Andrio Santos, autor do e-book O Réquiem do Pássaro da Morte, lançou no site Catarse um projeto para a publicação impressa dessa obra. Confira na entrevista abaixo mais informações sobre esse projeto muito bacana.

– Como as pessoas podem contribuir para ajudar com o projeto do lançamento impresso do livro?
O Réquiem do Pássaro da Morte é um projeto ousado para mim. A ideia era que o livro fosse um e-book, mas muita gente comprou a versão para Kindle e veio me perguntar onde podia encontrar a versão impressa. Por isso, quero disponibilizar o livro para os leitores. Apoiar é fácil, é só entrar na página do Réquiem no Catarse e escolher o tipo de recompensa que deseja. Para ganhar o livro impresso, basta apoiar com no mínimo R$ 35,00.
O Réquiem conta a história de Douglas, um poeta amaldiçoado. Na companhia do ceifeiro Anatole, ele embarca numa jornada para encontrar Safira, uma personagem que ele compôs e que ganhou vida. O livro é uma narrativa de fantasia sombria.

Andrio Santos

Até quando as contribuições podem ser feitas?
A campanha do livro vai ficar no ar até 8 de setembro. Então, as pessoas têm quase dois meses para contribuir. Eu espero que consigamos bater não apenas a meta para impressão, como também as metas estendidas, para que possamos fazer mais coisas bacanas para os leitores, como a impressão de cartas de tarô, do mapa do mundo ou da versão em capa dura, por exemplo.

– Uma das principais características dos projetos feitos por financiamentos coletivos são as recompensas que o público recebe ao contribuir. No caso do livro O Réquiem para o Pássaro da Morte, é possível você citar algumas recompensas?
Verdade, eu acho que as recompensas são fundamentais para a campanha. No caso do Réquiem, eu queria oferecer coisas realmente exclusivas para os leitores do livro. Por isso, criei três recompensas bacanas. Uma delas é um conto inédito, chamado A Noite das Máscaras de Gaze. Trata-se de uma história epistolar, contada através de cartas. Por isso, o apoiador vai receber um envelope com essas cartas, escritas pelos personagens.

 

Outra recompensa é a história em quadrinhos chamada Através da Poeira, ilustrada por Henrique Hübner. A HQ conta a história de um menino tentando cruzar um deserto terrível, a pedido da morte em pessoa. Ela expande o universo do livro, apresentando o Circo de Horrores que aparece no Réquiem.

 

O último apoio é uma estatueta do personagem Anatole, o Pássaro da Morte que dá nome ao livro. Ela tem a forma de um corvo estilizado, de 15 cm, feita em resina, por Daniel Renattini. Além disso, tenho outras surpresas na manga, contando com o trabalho da Fernanda Oliveira, da Caligrafê, que trabalha com caligrafia e lettering.

– Hoje em dia, na sua visão, o que é mais vantajoso para o autor, publicar em meio online ou impresso?
Acredito que as duas formas de publicação tenham suas vantagens. É claro que o livro impresso representa um custo maior, pois requer serviços de logística. Ainda assim, eu vejo as duas plataformas, impresso e digital, como complementares, porque apensar de serem duas experiências diferentes, uma está ligada a outra. No meu caso, como um autor independente, o alcance da publicação online me permite tentar inserir meu livro impresso no mercado por uma via tangente, o que acho incrível. Se não fosse assim, não sei se seria possível.

– O financiamento coletivo é a melhor saída para os autores independentes?
No dia de hoje, eu diria que sim. Plataformas como Catarse viabilizaram o processo de produção do livro, que antes era bem mais demorado e complicado para o autor independente. Além disso, o financiamento coletivo permite uma liberdade e um contato imenso com o público. Claro, ao mesmo tempo em que o contato se estreita, a exigência de qualidade no trabalho independente também aumenta. Isso é algo que sempre me preocupa, porque eu quero ser considerado um autor profissional e, para isso, preciso ser o mais profissional possível quanto ao processo de produção e distribuição dos meus livros.

– Você também é o roteirista da Metalmancer, uma webcomic ilustrada pela desenhista Jessica Lang. Algum dia teremos também uma versão impressa dessa obra?
Metalmancer tem sido uma grata surpresa. A revista conta a história de Vitória, uma bruxa headbanger que caça demônios – quem ficou curioso, pode conferir mais sobre Metalmancer aqui.

 

Arte de Metalmancer

Temos conseguido nos manter ativos na produção e no aumento das metas. Quanto à versão impressa, temos o desejo de investir nisso, no futuro. Por ora, queremos focar no financiamento continuado da revista, através do apoia.se. No futuro, provavelmente tentaremos viabilizar a impressão de Metalmancer através de financiamento coletivo ou parcerias. O caminho é longo até lá, mas estamos otimistas pelo que vimos até agora.

Carlos Fernando

Jornalista, ama livros e aprecia contar e ouvir histórias.

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